terça-feira, 28 de julho de 2026

ONU Alerta para possibilidade de retorno da epidemia de HIV/ AIDS

 O programa da ONU para prevenção e tratamento do HIV alertou em julho de 2026 para o risco de um ressurgimento global da epidemia de HIV - AIDS devido a cortes de verbas, enquanto o Brasil registrou um aumento de 41% no uso de medicamentos preventivos. Nota: o termo correto do alerta internacional é do UNAIDS/ONU, não da Anvisa. 

Alerta Global da ONU
  • Queda de recursos: O financiamento internacional para o HIV despencou 18% em 2025, caindo para US$ 7,3 bilhões.
  • Aumento de barreiras: O relatório divulgado na AIDS 2026 aponta retrocessos globais na criminalização de grupos vulneráveis. 
Cenário no Brasil
  • Aumento da prevenção: O país teve alta de 41% de pessoas usando remédios preventivos (como a PrEP) no último ano.
  • Novos passos no SUS: O governo brasileiro busca incluir o cabotegravir (PrEP injetável) no sistema público, embora enfrente desafios com patentes de novos medicamentos de longa duração. 
Para saber mais: 
  • PrEP e PEP no SUS

    • PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Uso contínuo ou sob demanda de comprimidos antes do contato com o vírus, indicado para populações com maior risco de infecção.
    • PEP (Profilaxia Pós-Exposição): Tratamento de urgência com coquetel antirretroviral por 28 dias, iniciado em até 72 horas após uma possível exposição ao HIV.
    • Prevenção Combinada: O SUS associa os medicamentos ao uso de preservativos, testagem regular, imunização e tratamento de outras ISTs.

    Metas Globais da ONU para 2030 (Metas 95-95-95)

    • Diagnóstico: Garantir que 95% das pessoas vivendo com HIV conheçam o seu diagnóstico.
    • Tratamento: Reter 95% das pessoas diagnosticadas em tratamento antirretroviral contínuo.
    • Carga Viral: Alcançar a supressão viral em 95% das pessoas em tratamento, tornando o vírus indetectável e intransmissível.
A testagem gratuita e sigilosa de HIV pelo SUS é realizada de forma simples nas quatro cidades de nossa região por meio de testes rápidos, cujo resultado sai em menos de 30 minutos. Basta comparecer aos locais munido de um documento oficial com foto e, se possível, o cartão do SUS.
Veja onde e como realizar o procedimento em cada município:
1. São Gonçalo
  • Acesso: O município atende por demanda espontânea (sem necessidade de agendamento prévio).
  • Locais de referência:
    • Serviço de Atenção Especializada (SAE) / Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis: Parada 40.
    • Polo Sanitário Hélio Cruz.
    • PAM Neves.
2. Itaboraí
  • Acesso: A testagem é descentralizada e pode ser feita diretamente nas unidades básicas do município.
  • Locais de referência:
3. Niterói
  • Acesso: Oferece acolhimento completo, incluindo distribuição de autotestes de HIV e insumos de prevenção combinada.
  • Locais de referência:
    • Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA): Localizado dentro da Policlínica Regional Sérgio Arouca (Santa Rosa).
    • Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da UFF: Rua Prof. Hernani Pires de Mello, 71, Ingá.
    • Rede básica geral: Módulos do Médico de Família (MMF) e Policlínicas Regionais (como Largo da Batalha e Itaipu).
4. Maricá
  • Acesso: O atendimento centralizado acolhe os moradores para diagnóstico ágil e encaminhamento médico imediato se necessário.
  • Locais de referência:
    • Serviço de Atendimento Especializado (SAE): Rua Noventa e Três, Centro.
    • Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Postos de Saúde da Família espalhados pelos distritos do município.
Com informações do Programa UNAIDS - OMS / OPAS Organização Pan-Americana de Saúde

Saiba por que a "nova promessa" contra a obesidade é um risco para você

 Se você acompanha as notícias sobre saúde, já deve ter ouvido falar das famosas "canetas emagrecedoras". A busca por tratamentos contra o diabetes e a obesidade nunca foi tão alta, e é natural que novas descobertas gerem expectativa. No entanto, um nome específico tem acendido um sinal vermelho nas autoridades sanitárias: a retatrutida.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta importante: este medicamento ainda é experimental e não tem autorização para ser vendido em nenhum lugar do mundo.

"Mas eu vi para vender na internet..."

Cuidado! É exatamente aí que mora o perigo. Como a retatrutida ainda está em fase de testes, a empresa que a desenvolve sequer pediu o registro para venda no Brasil ou no exterior.

O que está circulando em sites irregulares ou sendo trazido ilegalmente pelas fronteiras é contrabando. Ao comprar esses produtos, você não tem garantia nenhuma do que está aplicando no seu corpo. Pode ser uma substância adulterada, sem o princípio ativo ou até contaminada.

Por que o registro da Anvisa é tão importante para o SUS?

No dia a dia das nossas Unidades Básicas de Saúde (UBS), prezamos sempre pela segurança do paciente. O registro na Anvisa não é apenas "burocracia". Ele é a prova de que o remédio passou por:

  1. Testes rigorosos: Para saber se ele realmente funciona.

  2. Definição de dose: Para saber quanto o corpo aguenta sem se intoxicar.

  3. Mapeamento de riscos: Quais são os efeitos colaterais? Ele corta o efeito de outros remédios que você já toma pelo SUS?

Sem esse processo, usar o medicamento é como dar um tiro no escuro. Os riscos incluem desde reações desconhecidas até danos graves à saúde, já que não houve fiscalização sobre como aquele frasco foi fabricado ou armazenado.

O recado para a nossa comunidade

A obesidade e o diabetes são doenças sérias que precisam de acompanhamento médico e multiprofissional, oferecido gratuitamente aqui no nosso município através do SUS.

  • Não compre medicamentos pela internet em sites duvidosos ou sem receita médica.

  • Lembre-se: O comércio de remédios sem registro é crime e coloca vidas em risco.

  • Dúvidas? Procure a sua Unidade de Saúde de referência. Nossos médicos e farmacêuticos estão prontos para orientar sobre quais tratamentos já são aprovados, seguros e eficazes.

Tratar a saúde com seriedade é o primeiro passo para o bem-estar. Não troque a sua segurança por promessas milagrosas de frascos sem procedência!


Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A Insulina "Glargina" agora está disponível no SUS

 

Mais modernidade no SUS: Insulina Glargina chega à rede nacional para crianças e idosos

O Ministério da Saúde deu início à transição gradual para a insulina de ação prolongada, que garante melhor controle glicêmico e mais qualidade de vida com apenas uma aplicação diária.

O Sistema Único de Saúde (SUS) alcança um novo patamar no cuidado ao diabetes com o início da oferta nacional da insulina glargina. Mais moderna que a tradicional NPH, a glargina possui ação prolongada, o que reduz a necessidade de múltiplas picadas ao dia e minimiza o risco de episódios de hipoglicemia.

Nesta fase inicial, a transição é voltada a dois públicos específicos:

  • Crianças e adolescentes: de 2 a 18 anos incompletos (com diabetes tipo 1);

  • Idosos: a partir de 70 anos (com diabetes tipo 1 ou 2).

O que muda no tratamento?

Diferente de outros esquemas que podem exigir até três aplicações diárias, a insulina glargina permite, na maioria dos casos, uma única aplicação a cada 24 horas. Para o paciente, isso significa maior estabilidade nos níveis de açúcar no sangue, melhor adesão ao tratamento e, consequentemente, uma rotina com mais segurança e bem-estar.

Logística e Produção Nacional

A iniciativa é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que fortalece o Complexo Industrial da Saúde ao viabilizar a produção nacional do medicamento. Até o momento, mais de 254 mil tubetes e 52 mil canetas reutilizáveis já foram enviados para 16 estados. A previsão é que todos os estados brasileiros recebam os insumos até o final de julho.

Como acessar o medicamento?

O acesso à nova insulina será realizado através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Confira o passo a passo:

  1. Avaliação Médica: O paciente deve apresentar uma receita médica devidamente carimbada e emitida.

  2. Acolhimento: Pais ou responsáveis podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na própria unidade. Uma equipe multiprofissional avaliará o quadro clínico para validar a transição.

  3. Kit de Aplicação: Além do medicamento, o cidadão receberá uma caneta reutilizável (com validade de três anos) e as agulhas necessárias.

  4. Treinamento: As equipes de saúde oferecerão orientações sobre a técnica de aplicação e o armazenamento correto do fármaco.

A substituição está sendo feita de forma gradual e segura pela Atenção Primária, garantindo que a modernização tecnológica do SUS chegue diretamente à ponta, beneficiando quem mais precisa de um controle rigoroso da glicemia.



Com informações do Ministério da Saúde.

Risco no uso das canetas emagrecedoras importadas do Paraguai

Anvisa revela falta de equivalência de “canetas emagrecedoras” do Paraguai com medicamentos registrados no Brasil Agência afirma que  somente a presença da tirzepatida, não comprova que as canetas paraguaias sejam equivalentes aos medicamentos aprovados no Brasil; Agência alerta para falta de equivalência e segurança em canetas emagrecedoras importadas sem registro no País. alerta sobre as “canetas emagrecedoras” fabricadas no Paraguai e contrabandeadas no Brasil. Em nota publicada no portal do Governo Federal, a agência informou que esses produtos não têm equivalência com medicamento regularmente registrados.

Para afirmar com segurança que um remédio é equivalente a outro, é necessário realizar o chamado teste de biodisponibilidade, que mede a quantidade e a velocidade com que um medicamento entra na corrente sanguínea garantindo que o princípio ativo chegue ao local de ação no corpo na dose correta e no tempo correto. Essa avaliação não foi feita pela análise encomendada ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox), segundo a Agencia. O alerta vem logo após a divulgação dos resultados de uma análise independente feita por pesquisadores da Unicamp. Segundo reportagem publicada no site. Aanálise verificou concentração e estrutura molecular de “canetas emagrecedoras” fabricadas no Paraguai e identificou a presença do princípio ativo tirzepatida, que é o mesmo princípio ativo do Mounjaro. Não foi obtida avaliação de pureza, eficácia e segurança do produto. a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de medicamentos à base de tirzepatida que não possuem registro, notificação ou cadastro no Brasil. As mesmas ações foram impostas a todos os lotes dos medicamentos Tirzepatide There e Tirzemax, produzidos por fabricante não identificado.  

A manipulação irregualar da empresa  Phito Medicamentos Injetáveis determinou toda a produção de tirzepatida suspensa. Foi comprovada a venda de produto manipulado padronizado e não individualizado, sem a devida prescrição médica por profissional competente. As ações estão em desacordo com a definição de preparação ótima exigida.

Entre os produtos estão todos os lotes do medicamento Rapha (Tirzepatide/Pyroxidine), à venda em três apresentações: 40mg/4mg/3ml; 30mg/4mg/3ml e 60mg/6mg/3ml. Além da apreensão, a medida proíbe o armazenamento, a distribuição, a venda, a fabricação, a importação e a divulgação do produto, oriundo dos Estados Unidos e fabricado por empresa desconhecida. 

Por que a Anvisa não reconhece a equivalência?
  • Segurança e Qualidade: Encontrar o mesmo princípio ativo na amostra não significa que o medicamento é seguro. Processos como pureza, estabilidade, controle de bactérias e dosagem não são avaliados.
  • Contrabando e Falsificação: Esses produtos entram no Brasil fora das normas legais, sem garantia de refrigeração e procedência.
  • Proibição de Manipulação: A Anvisa reforçou a restrição e apreensão de substâncias ativas injetáveis sem registro oficial no país.
Como verificar e se proteger:
  • Consulte a procedência: Acesse o sistema de Consultas Anvisa para verificar se o lote ou produto é registrado
  • Com Informações da Anvisa e do "GovBr"

segunda-feira, 20 de abril de 2026

SUS anuncia produção nacional de imunoterápico de ponta e amplia acesso a tratamento contra o câncer

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o pembrolizumabe (Keytruda), um dos mais avançados imunoterápicos disponíveis, por meio de uma cooperação entre o poder público e a iniciativa privada. O anúncio foi feito durante evento internacional no Rio de Janeiro, que reuniu 20 países e instituições de saúde brasileiras. Embora o medicamento possa tratar mais de 30 tipos de câncer, no SUS ele será inicialmente disponibilizado apenas para melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele, conforme recomendação da Conitec. Antes da parceria, pacientes com outros tumores precisavam recorrer à rede privada, onde cada frasco custava cerca de R$ 27 mil, ou buscar o remédio por meio de solicitações às secretarias de saúde ou ações judiciais. A produção nacional promete ampliar o acesso e reduzir desigualdades no tratamento oncológico.
O medicamento já está disponível no SUS, mas de forma restrita. Atualmente, ele é oferecido exclusivamente como tratamento de primeira linha para o melanoma avançado (metastático ou irressecável), conforme decisão da CONITEC em 2020.

⏳ Perspectivas de Ampliação para Outros Tipos de Câncer

Uma parceria entre o Ministério da Saúde, e a iniciativa privada foi firmada em março de 2026 para a produção nacional com o objetivo de ampliar seu uso no SUS. A expectativa é que essa ampliação beneficie pacientes com indicações específicas para câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão além do melanoma.
O cronograma para a produção e distribuição também não é imediato. A transferência de tecnologia para o Butantan está prevista para ser concluída em até 10 anos, mas a expectativa é que o Instituto comece a fornecer o medicamento ao Ministério da Saúde.
Para acompanhar a evolução desse processo e saber quando novas indicações serão aprovadas, recomendo buscar informações em canais oficiais:
· Site da CONITEC: Acompanhe as pautas das reuniões e os resultados das Consultas Públicas.
· Secretarias Municipais de Saúde: Contate as secretarias de saúde das cidades mencionadas para obter informações sobre a disponibilidade local e os protocolos de acesso.
· Central de Atendimento do SUS: O Disque Saúde (136) é um canal oficial para esclarecer dúvidas sobre medicamentos e serviços.
É importante saber que o acesso ao medicamento para outras condições não padronizadas pode ocorrer por duas vias principais:
- Comissão de Protocolos da Secretaria de Estado de Saúde: Em alguns casos, a solicitação do medicamento pode ser avaliada por uma comissão estadual para situações não contempladas nos protocolos nacionais.
· Via Judicial: É um caminho possível, por meio do qual um advogado especializado pode ingressar com uma ação judicial para garantir o fornecimento do medicamento.