segunda-feira, 20 de julho de 2026

A Insulina "Glargina" agora está disponível no SUS

 

Mais modernidade no SUS: Insulina Glargina chega à rede nacional para crianças e idosos

O Ministério da Saúde deu início à transição gradual para a insulina de ação prolongada, que garante melhor controle glicêmico e mais qualidade de vida com apenas uma aplicação diária.

O Sistema Único de Saúde (SUS) alcança um novo patamar no cuidado ao diabetes com o início da oferta nacional da insulina glargina. Mais moderna que a tradicional NPH, a glargina possui ação prolongada, o que reduz a necessidade de múltiplas picadas ao dia e minimiza o risco de episódios de hipoglicemia.

Nesta fase inicial, a transição é voltada a dois públicos específicos:

  • Crianças e adolescentes: de 2 a 18 anos incompletos (com diabetes tipo 1);

  • Idosos: a partir de 70 anos (com diabetes tipo 1 ou 2).

O que muda no tratamento?

Diferente de outros esquemas que podem exigir até três aplicações diárias, a insulina glargina permite, na maioria dos casos, uma única aplicação a cada 24 horas. Para o paciente, isso significa maior estabilidade nos níveis de açúcar no sangue, melhor adesão ao tratamento e, consequentemente, uma rotina com mais segurança e bem-estar.

Logística e Produção Nacional

A iniciativa é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que fortalece o Complexo Industrial da Saúde ao viabilizar a produção nacional do medicamento. Até o momento, mais de 254 mil tubetes e 52 mil canetas reutilizáveis já foram enviados para 16 estados. A previsão é que todos os estados brasileiros recebam os insumos até o final de julho.

Como acessar o medicamento?

O acesso à nova insulina será realizado através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Confira o passo a passo:

  1. Avaliação Médica: O paciente deve apresentar uma receita médica devidamente carimbada e emitida.

  2. Acolhimento: Pais ou responsáveis podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na própria unidade. Uma equipe multiprofissional avaliará o quadro clínico para validar a transição.

  3. Kit de Aplicação: Além do medicamento, o cidadão receberá uma caneta reutilizável (com validade de três anos) e as agulhas necessárias.

  4. Treinamento: As equipes de saúde oferecerão orientações sobre a técnica de aplicação e o armazenamento correto do fármaco.

A substituição está sendo feita de forma gradual e segura pela Atenção Primária, garantindo que a modernização tecnológica do SUS chegue diretamente à ponta, beneficiando quem mais precisa de um controle rigoroso da glicemia.



Com informações do Ministério da Saúde.

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