segunda-feira, 20 de julho de 2026

Risco no uso das canetas emagrecedoras importadas do Paraguai

Anvisa revela falta de equivalência de “canetas emagrecedoras” do Paraguai com medicamentos registrados no Brasil Agência afirma que  somente a presença da tirzepatida, não comprova que as canetas paraguaias sejam equivalentes aos medicamentos aprovados no Brasil; Agência alerta para falta de equivalência e segurança em canetas emagrecedoras importadas sem registro no País. alerta sobre as “canetas emagrecedoras” fabricadas no Paraguai e contrabandeadas no Brasil. Em nota publicada no portal do Governo Federal, a agência informou que esses produtos não têm equivalência com medicamento regularmente registrados.

Para afirmar com segurança que um remédio é equivalente a outro, é necessário realizar o chamado teste de biodisponibilidade, que mede a quantidade e a velocidade com que um medicamento entra na corrente sanguínea garantindo que o princípio ativo chegue ao local de ação no corpo na dose correta e no tempo correto. Essa avaliação não foi feita pela análise encomendada ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox), segundo a Agencia. O alerta vem logo após a divulgação dos resultados de uma análise independente feita por pesquisadores da Unicamp. Segundo reportagem publicada no site. Aanálise verificou concentração e estrutura molecular de “canetas emagrecedoras” fabricadas no Paraguai e identificou a presença do princípio ativo tirzepatida, que é o mesmo princípio ativo do Mounjaro. Não foi obtida avaliação de pureza, eficácia e segurança do produto. a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de medicamentos à base de tirzepatida que não possuem registro, notificação ou cadastro no Brasil. As mesmas ações foram impostas a todos os lotes dos medicamentos Tirzepatide There e Tirzemax, produzidos por fabricante não identificado.  

A manipulação irregualar da empresa  Phito Medicamentos Injetáveis determinou toda a produção de tirzepatida suspensa. Foi comprovada a venda de produto manipulado padronizado e não individualizado, sem a devida prescrição médica por profissional competente. As ações estão em desacordo com a definição de preparação ótima exigida.

Entre os produtos estão todos os lotes do medicamento Rapha (Tirzepatide/Pyroxidine), à venda em três apresentações: 40mg/4mg/3ml; 30mg/4mg/3ml e 60mg/6mg/3ml. Além da apreensão, a medida proíbe o armazenamento, a distribuição, a venda, a fabricação, a importação e a divulgação do produto, oriundo dos Estados Unidos e fabricado por empresa desconhecida. 

Por que a Anvisa não reconhece a equivalência?
  • Segurança e Qualidade: Encontrar o mesmo princípio ativo na amostra não significa que o medicamento é seguro. Processos como pureza, estabilidade, controle de bactérias e dosagem não são avaliados.
  • Contrabando e Falsificação: Esses produtos entram no Brasil fora das normas legais, sem garantia de refrigeração e procedência.
  • Proibição de Manipulação: A Anvisa reforçou a restrição e apreensão de substâncias ativas injetáveis sem registro oficial no país.
Como verificar e se proteger:
  • Consulte a procedência: Acesse o sistema de Consultas Anvisa para verificar se o lote ou produto é registrado
  • Com Informações da Anvisa e do "GovBr"

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