segunda-feira, 20 de abril de 2026

SUS anuncia produção nacional de imunoterápico de ponta e amplia acesso a tratamento contra o câncer

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o pembrolizumabe (Keytruda), um dos mais avançados imunoterápicos disponíveis, por meio de uma cooperação entre o poder público e a iniciativa privada. O anúncio foi feito durante evento internacional no Rio de Janeiro, que reuniu 20 países e instituições de saúde brasileiras. Embora o medicamento possa tratar mais de 30 tipos de câncer, no SUS ele será inicialmente disponibilizado apenas para melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele, conforme recomendação da Conitec. Antes da parceria, pacientes com outros tumores precisavam recorrer à rede privada, onde cada frasco custava cerca de R$ 27 mil, ou buscar o remédio por meio de solicitações às secretarias de saúde ou ações judiciais. A produção nacional promete ampliar o acesso e reduzir desigualdades no tratamento oncológico.
O medicamento já está disponível no SUS, mas de forma restrita. Atualmente, ele é oferecido exclusivamente como tratamento de primeira linha para o melanoma avançado (metastático ou irressecável), conforme decisão da CONITEC em 2020.

⏳ Perspectivas de Ampliação para Outros Tipos de Câncer

Uma parceria entre o Ministério da Saúde, e a iniciativa privada foi firmada em março de 2026 para a produção nacional com o objetivo de ampliar seu uso no SUS. A expectativa é que essa ampliação beneficie pacientes com indicações específicas para câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão além do melanoma.
O cronograma para a produção e distribuição também não é imediato. A transferência de tecnologia para o Butantan está prevista para ser concluída em até 10 anos, mas a expectativa é que o Instituto comece a fornecer o medicamento ao Ministério da Saúde.
Para acompanhar a evolução desse processo e saber quando novas indicações serão aprovadas, recomendo buscar informações em canais oficiais:
· Site da CONITEC: Acompanhe as pautas das reuniões e os resultados das Consultas Públicas.
· Secretarias Municipais de Saúde: Contate as secretarias de saúde das cidades mencionadas para obter informações sobre a disponibilidade local e os protocolos de acesso.
· Central de Atendimento do SUS: O Disque Saúde (136) é um canal oficial para esclarecer dúvidas sobre medicamentos e serviços.
É importante saber que o acesso ao medicamento para outras condições não padronizadas pode ocorrer por duas vias principais:
- Comissão de Protocolos da Secretaria de Estado de Saúde: Em alguns casos, a solicitação do medicamento pode ser avaliada por uma comissão estadual para situações não contempladas nos protocolos nacionais.
· Via Judicial: É um caminho possível, por meio do qual um advogado especializado pode ingressar com uma ação judicial para garantir o fornecimento do medicamento.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Cresce a estimativa de cura para o Câncer de Próstata

A estimativa de cura para pacientes com câncer de próstata pode chegar a até 98%. A avaliação é do supervisor de robótica do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
O resultado depende do estágio da doença, do tipo de câncer e do momento em que o paciente foi tratado.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para este ano 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Depois do câncer não cutâneo, este tipo de câncer é o que apresenta maior frequência e impacto na população masculina. Dados do sistema de informações sobre mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, em 2023, ocorreram 17.093 óbitos em decorrência da doença, o que significa 47 mortes por dia.
Os homens precisam se cuidar. Este é o mote da Campanha Novembro Azul 2025, que a instituição está prestes a lançar. Não é só a próstata. Tem todo um conceito de saúde por trás disso tudo. É a saúde do homem que está em jogo; não só a saúde da próstata.
A Campanha Novembro Azul entra para fazer com que os homens se lembrem dessas informações e procurem um médico urologista. Uma das dificuldades apontadas pelo especialista da SBU é que o homem não tem o hábito de visitar o médico com frequência, como ocorre com as mulheres em relação ao ginecologista.

Inserido na Campanha Novembro Azul deste ano, a SBU fará um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC), no próximo dia 12, dentro do 40º Congresso Brasileiro de Urologia, que ocorrerá no período de 15 a 18 daquele mês. O mutirão vai alertar sobre o câncer de próstata e submeter muitos homens à avaliação sobre esse tipo de doença. Caso alguns tenham suspeita de câncer de próstata, serão encaminhados para biópsia. Caso a biópsia confirme o câncer, os homens serão direcionados para o melhor tratamento.
SUS
Atualmente, a cirurgia robótica é a mais adotada pelos urologistas para a retirada de tumores da próstata.
ROBÓTICA 
A cirurgia de câncer de próstata por robótica é como se fosse uma cirurgia laparoscópica. O procedimento inclui portais que são colocados no abdomen ou no tórax do paciente, dependendo de onde será a cirurgia, por onde entram equipamentos chamados pinças. As pinças são acopladas aos braços robóticos que são manipulados ou coordenados pelo cirurgião, que se encontra sentado fora do acesso ao paciente, em um local chamado console. Contudo, sempre junto ao paciente tem outro cirurgião que auxilia no procedimento. A cirurgia robótica permite que o cirurgião tenha uma visão 3D ampliada e um controle mais preciso dos movimentos.
A cirurgia laparoscópica difere da cirurgia endoscópica, em que o equipamento (pinça) entra no paciente pela uretra, para raspagem da próstata, quando não há câncer no local. Almeida reafirmou que os pacientes com câncer de próstata localizado submetidos à cirurgia têm estimativa de cura, em tumores sem metástese, que chega até a 98% da doença.
Com informações da Agência Brasil https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-10/cura-de-cancer-de-prostata-pode-chegar-ate-98
27/06/2025



quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Aprovada medicação para quem sofre de apneia do sono

Anvisa aprova uso de Mounjaro para tratamento da apneia do sono
Medicamento tem como princípio ativo a tirzepatida e já era aprovado no país para o tratamento da diabetes tipo 2
A Anvisa aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade. A decisão foi assinada na última sexta-feira (17) e publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.
O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e já era aprovado no país para o tratamento da diabetes tipo 2.
A apneia obstrutiva do sono (AOS), ou simplesmente apneia do sono, é um distúrbio caraterizado por episódios repetidos de respiração irregular devido ao bloqueio completo ou parcial das vias aéreas superiores. Os principais sintomas incluem ronco, despertar recorrente e sonolência diurna.
Estudos comprovam eficácia
A decisão da Anvisa se baseou em estudos clínicos que já haviam demonstrado a eficácia da tirzepatida no tratamento da apneia do sono.
Melhora na qualidade do sono
Além de causar uma piora na qualidade do sono, a apneia do sono pode resultar em níveis reduzidos de oxigênio no sangue, o que muitas vezes é associado a um maior risco de complicações cardiovasculares.
Atualmente, um dos tratamentos mais comuns para essa condição é a pressão contínua nas vias aéreas (CPAP). A terapia utiliza uma máquina para manter as vias aéreas abertas durante o sono, o que evita interrupções na respiração.
Além disso, o uso da substância melhorou outros aspectos relacionados à apneia do sono, reduzindo os fatores de risco de doenças cardiovasculares e o peso corporal.
O efeito colateral mais comum relatado foram problemas estomacais leves.
Com informações do G1

O que se sabe sobre a liberação
Decisão da Anvisa: A aprovação ocorreu recentemente, com a decisão sendo publicada no Diário Oficial da União em outubro de 2025.
Nova indicação: O Mounjaro já era aprovado no Brasil para o tratamento de diabetes tipo 2 e, desde junho de 2025, para obesidade. Agora, pode ser usado também para a apneia obstrutiva do sono moderada a grave em pacientes obesos.
Resultados de estudos: A decisão da Anvisa se baseou em estudos clínicos que demonstraram resultados positivos no controle da doença. Uma pesquisa publicada em 2024 na revista New England Journal of Medicine mostrou que a tirzepatida reduziu significativamente as interrupções respiratórias e melhorou a oxigenação do sangue.
Benefícios adicionais: Além de melhorar os episódios de apneia, o tratamento com Mounjaro também apresentou benefícios como a perda de peso, o que é um fator crucial para pacientes com apneia obstrutiva relacionada à obesidade.
Alternativa terapêutica: A aprovação representa uma nova alternativa para pacientes que, antes, dependiam principalmente de dispositivos como o CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) para gerenciar a condição. 

Sempre antes de usar qualquer medicação procure orientação médica.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Alerta para campanha nacional de Imunização


Atenção IMPORTANTE 
Nunca é demais alertar para as datas importantes do calendário de vacinação do SUS.
O nosso PNI - Programa Nacional de Imunização - é uma conquista de toda a população. 
Bora atualizar a caderneta de vacinação de nossos pequenos e de nossos jovens?
Período 06 a 31 / 10
Público-alvo Crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.
Dia D de Mobilização 18 de outubro (sábado), com postos de saúde abertos.
Objetivo Resgatar não vacinados ou completar esquemas de vacinação em atraso.
Vacinas Disponíveis Todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação de
2025, incluindo, mas não se limitando a: BCG, Hepatite B, Penta, Poliomielite
(inativada), Rotavírus, Pneumocócica 10v, Meningocócica C e ACWY, Inf l uenza
(gripe), Covid-19, Febre Amarela, Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba, Rubéola),
Varicela (Catapora), DTP, Hepatite A e HPV.
Onde se vacinar Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais locais de vacinação
informados pelo seu município.
Documentos Necessários Caderneta de Vacinação, Cartão SUS e CPF.
Atenção Especial Manter a vacinação contra o HPV em dia é uma das prioridades,
por proteger contra câncer de colo do útero e de pênis, entre outros.
Com informações da Fiocruz.

domingo, 18 de maio de 2025

A rede de Cuidados Paliativos em Saúde na cidade de São Gonçalo

Os cuidados paliativos são uma abordagem multidisciplinar que visa aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, crônicas ou em fase terminal, assim como de seus familiares.

Dentro de uma perspectiva de atenção humanizada em saúde, os cuidados paliativos se baseiam nos seguintes princípios:

1. Foco no Conforto e Qualidade de Vida

  • Não buscam a cura, mas sim o controle da dor e de sintomas (como náuseas, falta de ar, ansiedade e depressão).

  • Priorizam o bem-estar físico, emocional, social e espiritual do paciente.

2. Atendimento Multidisciplinar e Integral

  • Envolve médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais.

  • A equipe trabalha de forma integrada, considerando todas as dimensões do sofrimento humano.

3. Respeito à Autonomia e Escolhas do Paciente

  • Valoriza as preferências e vontades do paciente, incluindo decisões sobre tratamentos e local de cuidado (domiciliar, hospitalar ou hospice).

  • Promove o diálogo aberto sobre prognóstico e objetivos terapêuticos.

4. Suporte à Família e Cuidadores

  • Oferece acompanhamento psicológico e orientação para familiares.

  • Reconhece o impacto emocional da doença e ajuda no processo de luto.

5. Acolhimento e Humanização

  • Evita a medicalização excessiva e práticas invasivas desnecessárias.

  • Promove o vínculo terapêutico, escuta ativa e empatia.

Diferença entre Cuidados Paliativos e Tratamento Curativo

Cuidados PaliativosTratamento Curativo
Foco na qualidade de vidaFoco na cura ou controle da doença
Atua desde o diagnóstico de doenças gravesGeralmente associado a fases avançadas
Inclui suporte emocional e socialPrioriza intervenções médicas

Conclusão

Na atenção humanizada, os cuidados paliativos representam um direito à dignidade, garantindo que o paciente viva com o mínimo de sofrimento possível, respeitando suas escolhas e necessidades individuais.

No SUS, essa abordagem está prevista na Política Nacional de Cuidados Paliativos (Portaria MS 1.027/2020), que reforça a importância do acesso universal a esse tipo de cuidado.

Em São Gonçalo (RJ), os cuidados paliativos na rede SUS são oferecidos por meio de unidades de saúde, hospitais e programas específicos. Abaixo estão algumas opções disponíveis:1. Serviços de 

Cuidados Paliativos no SUS em São Gonçalo

Hospitais Públicos com Atendimento em Cuidados Paliativos:

    • Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT)

      • Endereço: Rua Dr. Luiz Palmier, 120 - Centro, São Gonçalo.

      • Atendimento: Oferece suporte a pacientes com doenças crônicas avançadas, incluindo câncer, Alzheimer em fase terminal e outras condições.

      • Como acessar: Encaminhamento via UBS (Unidade Básica de Saúde) ou regulação municipal.

    • Hospital Municipal Dr. Nelson de Sá Earp (HMNSE)

      • Endereço: Rua Cel. Moreira César, s/nº - Centro, São Gonçalo.

      • Atendimento: Possui equipe multiprofissional para acompanhamento de pacientes em fase terminal.

  • Atenção Domiciliar (Home Care pelo SUS):

    • Programa Melhor em Casa (Saúde da Família com suporte paliativo)

      • Como acessar: Solicitação na UBS mais próxima para avaliação da equipe de saúde.

2. Unidades Básicas de Saúde (UBS) com Suporte Paliativo

  • Algumas UBSs em São Gonçalo contam com equipes de saúde da família que fazem acompanhamento de pacientes paliativos.

  • Recomendação: Procure a UBS mais próxima do seu endereço e peça orientação sobre encaminhamento.

3. CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) – Apoio Emocional

  • CAPS III São Gonçalo

    • Oferece suporte psicológico para pacientes e familiares em situações de sofrimento devido a doenças graves.

4. Como Acessar os Cuidados Paliativos no SUS?

  1. Procure uma UBS para avaliação e encaminhamento.

  2. Caso o paciente esteja hospitalizado, peça à equipe médica para solicitar a regulação para cuidados paliativos.

  3. Se necessário, entre em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo:

5. Organizações de Apoio

  • Casa do Cuidar (RJ) – Projeto de Cuidados Paliativos

    • Oferece cursos e apoio a familiares e pacientes (não é SUS, mas pode ajudar com orientações).

Se precisar de ajuda com o encaminhamento, recomendo ligar para a Central de Regulação de Saúde de São Gonçalo ou procurar o Disque Saúde (136) para mais informações.

domingo, 4 de maio de 2025

O SUS contra o sedentarismo

 

SUS pode ajudar contra o sedentarismo, mas Brasil ainda carece de política nacional
Por
Nara Lacerda e Juliana Passos (EPSJV/Fiocruz)

Embora a ciência apresente cada vez mais evidências robustas sobre os benefícios da atividade física para a saúde, o número de pessoas que se dedica à prática na medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda é baixo. Tanto no Brasil quanto globalmente, os dados a esse respeito são alarmantes.

Segundo a pesquisa Saúde e Trabalho, realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) em 2023, 52% dos brasileiros e brasileiras raramente ou nunca praticam atividades físicas. Entre quem se exercita, apenas 22% o fazem diariamente e 13% pelo menos três vezes por semana.

O estudo também apontou conexão entre a frequência da atividade física e o adoecimento: 72% das pessoas que se exercitam com frequência não tiveram problemas de saúde nos últimos 12 meses. Entre quem não faz nenhuma prática, 42% sofreram problemas.

O cenário global também não é animador. Segundo a OMS, uma em cada quatro pessoas adultas não atinge os 150 minutos semanais mínimos de exercícios moderados recomendados pela organização.

Um alerta divulgado em junho do ano passado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reforça essa preocupação. A análise indicou que cerca de 1,8 bilhão de adultos e adultas não praticaram os níveis recomendados de atividade física em 2022, o que representa 32% da população.

As tendências são preocupantes e podem chegar a 35% até 2030 se não houver intervenção. Nesse cenário, a humanidade terá aumento real no risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, demência, determinados tipos de câncer e até depressão e ansiedade.

Em entrevista ao podcast Repórter SUS, o educador físico e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Fábio Carvalho afirma que a lista de benefícios trazidos pelas atividades físicas engloba todos os aspectos da saúde. Ele destaca também as vantagens de socialização e formação de vínculos que as práticas proporcionam.

“Temos evidências (de benefícios) desde a década de 50 do século passado. Começou com as doenças cardiovasculares e foi avançando. Podemos dizer que essas práticas vão trazer benefício para uma miríade de condições de saúde, das mais prevalentes – como câncer e a doença cardiovascular – até as ligadas à saúde mental.”

Desafios e desigualdades
O Sistema Único de Saúde reconhece a importância da atividade física e oferece diversas estratégias para incentivar a prática, desde a década de 1990. Mas o Brasil ainda não tem uma política nacional de combate ao sedentarismo.

Na lista do que já existe está o programa Academia da Saúde, criado em 2011, o Incentivo Federal para a Promoção da Atividade Física (IAF) na Atenção Primária, implementado a partir de 2022 e a inclusão do tema no trabalho e nas orientações das equipes multiprofissionais que atendem à população.

No entanto, os desafios permanecem. Um estudo recente analisou a implementação do IAF nos primeiros meses de existência da política, entre maio de 2022 e setembro de 2023. Com foco na equidade, a pesquisa apontou que o percentual de unidades de saúde financiadas pelo IAF não ultrapassou 37,6%.

O levantamento também observou desigualdades na alocação de recursos. Um percentual maior de unidades de saúde em municípios com menor prioridade foram financiadas, indicando que os critérios adotados foram insuficientes para garantir equidade na distribuição do financiamento.

Na conversa com Repórter SUS, Fábio Carvalho aponta a necessidade de avanço na criação e consolidação de uma Política Nacional de Prática Corporal de Atividade Física, com olhar específico para essa área, metas, planejamento e financiamento mais robustos. Segundo ele, a mobilização social já existe, falta agora o passo político do processo.

“Diferentes instituições, atores institucionais e sociais e pesquisadores do campo têm defendido esse pleito. Conseguimos apresentar a demanda no Conselho Nacional de Saúde, em agosto de 2024, e o CNS apoiou esse debate. Em setembro de 2024, fizemos uma reunião com o Ministério da Saúde, na Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Ficou combinada a criação de um grupo de trabalho para olhar para essa questão. Mas, desde então, não conseguimos avançar.”

O especialista também falou sobre como as desigualdades sociais impactam na prática das atividades físicas. As pesquisas da OMS, por exemplo, mostram que as mulheres têm menos oportunidade de se manterem ativas e em praticamente todos os países, as pessoas idosas também têm menos acesso.

Situações semelhantes são observadas em populações mais pobres, pessoas com deficiência, com doenças crônicas e indígenas. Fábio Carvalho afirma que essa realidade exige soluções multifatoriais.

“Sabemos que no Brasil as mulheres são fisicamente inativas no lazer e mais fisicamente ativas nas tarefas domésticas. Então, temos que pensar em algo mais geral, que foge ao escopo somente das práticas corporais físicas e da saúde. É preciso, nesse caso, uma política pública que consiga dividir melhor o trabalho doméstico, por exemplo, para que as mulheres tenham mais tempo para fazer aquela atividade no lazer.”

Ele também reflete sobre a necessidade de que a prática de exercícios não seja um debate relativo somente à prevenção das doenças e em um nível individual. É preciso conectar a discussão à socialização e à coletividade.

“Não podemos ficar repetindo o discurso de trinta anos, que só relaciona atividade física e doença. Isso é importante, mas precisamos levar para as pessoas a mensagem de que pode ser aquele momento prazeroso, de descanso mental. Seja se reunindo com pessoas ou sozinho, é um momento de fruição e de alegria”, conclui.

O Repórter SUS é uma parceria entre o Brasil de Fato e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Novos programas são lançados toda semana.

* Edição: Nicolau Soares

Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/04/sus-pode-ajudar-contra-o-sedentarismo-mas-brasil-ainda-carece-de-politica-nacional



segunda-feira, 28 de abril de 2025

A Anvisa aprova novos medicamentos para o tratamento do Alzheimer

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem aprovado novos medicamentos para o tratamento do Alzheimer nos últimos anos, especialmente aqueles que visam modificar a progressão da doença, e não apenas aliviar os sintomas. São eles:

1. Lecanemabe (Leqembi®)  

Aprovado pela Anvisa em março de 2024**.  

Indicação: Tratamento do Alzheimer em estágio inicial (leve).  

Mecanismo: Anticorpo monoclonal que remove placas de beta-amiloide no cérebro.  

Eficácia: Demonstrou retardar o declínio cognitivo em cerca de 27% em ensaios clínicos.  

Administração: Infusão intravenosa a cada duas semanas.  


2. Aducanumabe (Aduhelm®)**  

Status: Aprovado nos EUA (FDA) em 2021, mas **não foi aprovado pela Anvisa** devido a incertezas sobre seus benefícios clínicos.  

Situação no Brasil: Ainda não disponível.  


3. Outras Terapias em Investigação**  

Donanemabe (Eli Lilly): Em fase de análise pela Anvisa (ainda não aprovado).  

  - Age contra placas de amiloide e mostrou redução de até 35% na progressão da doença em ensaios.  

- Medicamentos Sintomáticos: 

  Donepezila, Rivastigmina, Galantamina (inibidores da colinesterase) e Memantina (antiglutamatérgico) continuam sendo os principais tratamentos sintomáticos disponíveis no Brasil.  


4. Novas Diretrizes e Pesquisas  

 A Anvisa está acompanhando estudos sobre terapias anti-tau (proteína associada ao Alzheimer em estágios avançados).  

Terapias genéticas e imunoterapias estão em fase experimental no mundo, mas ainda não disponíveis no Brasil.  

Onde Encontrar Informações Oficiais?  

Site da Anvisa: [www.gov.br/anvisa](https://www.gov.br/anvisa)  

Consultas a medicamentos novos: Use o sistema [Consulta de Medicamentos](https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/) da Anvisa.  

Se você busca um tratamento específico, recomendo verificar com um neurologista a disponibilidade e elegibilidade para essas novas terapias.  

Quer mais detalhes sobre algum medicamento específico?