terça-feira, 27 de outubro de 2026

Como é e como se estrutura a rede de apoio psicológico para pacientes oncológico no SUS, nas cidades de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e Maricá

    Como se organiza e funciona o serviço de apoio psicológico aos familiares de pacientes em tratamento de Câncer na rede SUS. Qual o envolvimento dos parceiros dos pacientes homens e mulheres.
Em uma observação meramente empírica o que se observa - a partir de reportagem de O Globo - é que as mulheres se envolvem e formam uma rede de apoio familiar espontâneo para os pacientes de ambos os gêneros, com maior desenvoltura e engajamento.
    
    No Sistema Único de Saúde (SUS), os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá compõem a chamada Região de Saúde Metropolitana II do Estado do Rio de Janeiro. A atenção ao paciente com câncer segue o princípio da regionalização e da linha de cuidado integral, na qual o suporte psicológico (psico-oncologia) e o envolvimento familiar são fundamentais.


Como se estrutura a rede de apoio psicológico


A. Atendimento de PSF / Posto de saúde

  • Onde: Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) / Módulos do Médico de Família.

  • Como atua: É a porta de entrada. Equipes multiprofissionais (antigo NASF, hoje equipes eMulti) contam com psicólogos e assistentes sociais para oferecer acolhimento inicial, suporte ao sofrimento decorrente do diagnóstico, escuta qualificada e visitas domiciliares (essenciais quando o paciente está debilitado após ciclos de tratamento ou restrito ao leito).

B. Ambulatórios Municipais de Especialidades

  • Onde: Policlínicas Regionais e Ambulatórios de Saúde Mental/Psicologia de cada município.

  • Como atua: Se o paciente demanda psicoterapia contínua para lidar com sintomas como depressão, ansiedade ou transtornos de adaptação, ele pode ser encaminhado pela UBS para acompanhamento clínico na rede especializada do seu próprio município.

C. Centros de Referência Oncológica

  • Onde: Hospitais habilitados em Oncologia (CACONs e UNACONs)

  • Como atua: O suporte em Psico-oncologia ocorre diretamente dentro da unidade hospitalar onde o paciente realiza cirurgias, quimioterapia, radioterapia ou cuidados paliativos. O psicólogo hospitalar atua em momentos críticos: na quebra de paradigmas do diagnóstico, no preparo para intervenções cirúrgicas mutiladoras (ex.: mastectomias), durante as infusões e no acompanhamento de internações.


2. Os fluxos nos municípios

  • Niterói:

    • É o polo de referência em alta complexidade para toda a região.

    • O principal centro público de oncologia é o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP/UFF), gerido pela Ebserh[1]. O HUAP possui equipe multidisciplinar estruturada com psicólogos, psiquiatras e equipe de Cuidados Paliativos.

    • O município conta ainda com uma rede robusta de Módulos do Médico de Família e Policlínicas (como a do Fonseca, Barreto, Itaipu), que mantêm suporte psicossocial local.

  • São Gonçalo:

    • Para diagnóstico e triagem da saúde da mulher, conta com serviços de acolhimento como o Espaço Rosa.

    • No âmbito terapêutico, possui o Hospital do Câncer e do Coração (HCCOR), na Lagoinha, que disponibiliza infusão de quimioterapia e conta com equipes de suporte multiprofissional (enfermagem, psicologia e serviço social)[8].

    • Casos cirúrgicos de maior porte ou radioterapia continuam sendo regulados prioritariamente para o HUAP (Niterói) ou para hospitais de referência na capital (como o INCA e hospitais estaduais/federais) via Sistema Estadual de Regulação (SER)[5][9].

  • Maricá e Itaboraí:

    • Ambos os municípios concentram seu esforço no suporte territorial e ambulatorial.

    • A atenção básica e os ambulatórios especializados dessas cidades acolhem a demanda de saúde mental e dão suporte continuado ao munícipe.

    • O tratamento oncológico de alta complexidade (e, consequentemente, a psico-oncologia hospitalar direta) é referenciado e pactuado na região: os pacientes são encaminhados via regulação municipal/estadual para o HUAP em Niterói ou para unidades de referência no Rio de Janeiro[1][2].


3. Estrutura de participação familiar

Conforme preconizada pelas diretrizes do SUS (como a Política Nacional de Humanização - HumanizaSUS e as Diretrizes Nacionais de Cuidados Paliativos).

A psico-oncologia não trata o indivíduo isolado, mas sim a chamada unidade de cuidado (binômio paciente-família):

  1. Acolhimento ao Cuidador Principal: A equipe de saúde mental reconhece que quem cuida também adoece. É estimulada a escuta do cuidador para prevenir a síndrome de esgotamento/burnout do cuidador, além de oferecer orientações práticas sobre manejo do estresse familiar.

  2. Conferências Familiares e Comunicação: Psicólogos e assistentes sociais facilitam reuniões entre a equipe médica e os familiares para alinhamento sobre o diagnóstico, prognóstico e tomada de decisões terapêuticas, reduzindo angústias e o isolamento do paciente.

  3. Visitas e Acompanhantes no Hospital: O SUS garante por lei a presença de acompanhante em casos específicos (como idosos, crianças/adolescentes e pessoas com deficiência), mas nas alas oncológicas e de cuidados paliativos essa presença é estimulada para praticamente todos os pacientes como ferramenta terapêutica.

  4. Grupos de Apoio: Em serviços universitários como o HUAP e em parcerias com ONGs locais de apoio ao câncer, realizam-se rodas de conversa e oficinas integrativas que incluem parentes e cuidadores.

  5. Suporte no Luto: Quando a doença avança e não há mais possibilidade curativa, o apoio psicológico volta-se intensamente para a família, tanto no processo de perdas antecipatórias quanto no acompanhamento do luto posterior ao falecimento.


Dica prática:

Se você ou um familiar precisa de apoio:

  1. Se já está em tratamento hospitalar (HUAP, HCCOR, INCA, etc.): Solicite diretamente à equipe médica ou de enfermagem o encaminhamento para o setor de Psicologia Hospitalar / Psico-oncologia da própria instituição.

  2. Se está aguardando regulação ou em seguimento domiciliar: Procure a UBS ou Clínica da Família do seu bairro e solicite atendimento com o profissional de psicologia/eMulti do território para apoio contínuo. Veja onde procurar  e solicitar apoio: 


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Segurança em primeiro lugar: Laboratório reforça apoio à Anvisa e defende rigor técnico para novos tratamentos com Polilaminina

    O Laboratório que produz o medicamento Polilaminina divulgou uma manifestação pública em apoio à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao seu corpo técnico. Com foco para quem acompanha a saúde no Brasil: regulação e inovação não são rivais, e sim parceiras indispensáveis.
    De acordo com a farmacêutica, ter uma agência forte e independente não é um freio para novos tratamentos, mas a garantia de que as novidades cheguem aos pacientes com eficácia e segurança comprovadas. Lembramos que a medicina evolui com base no método científico — hipóteses, testes e dados reproduzíveis, o que ajuda a evitar que terapias sem eficácia real ou com riscos ocultos sejam adotadas precocemente.
    Mecanismos humanitários, como o uso compassivo de remédios para pacientes com doenças graves. Essas são alternativas são legítimas e necessárias, mas não anulam a obrigação de seguir com pesquisas clínicas aprofundadas.
    A regulação da indústria funciona na prática em benefício da saúde pública, o laboratório relembrou a pandemia de Covid-19. Naquele momento crítico de abastecimento hospitalar, o diálogo técnico e contínuo com a Anvisa permitiu ampliar rapidamente a produção de medicamentos de UTI, respeitando as normas de controle e qualidade.
    A conclusão é que a esperança de quem aguarda por novos remédios é legítima e urgente, mas precisa sempre caminhar lado a lado com a ciência e com instituições reguladoras sólidas para proteger a vida dos brasileiros.

Com informações do Release oficial da Assessoria de Imprensa do laboratório disponível em:

https://www.cristalia.com.br/releases/posicionamento-sobre-polilaminina

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Atualização para a listagem das Unidades de saúde públicas municipais da cidade de Maricá

A partir deste post vou atualizar as unidades de saúde Municipais localizadas nas cidades de interesse do Blog. 

Abaixo estão organizadas as unidades municipais de saúde de Maricá - RJ em formato de tabela, divididas entre Atenção Básica (Unidades de Saúde da Família - USF) e Média e Alta Complexidade / Urgência e Especialidades.


1. Atenção Básica — Unidades de Saúde da Família (USF)

UnidadeEndereçoBairro / RegiãoTelefone / Contato
USF CentralRua Clímaco Pereira, 241Centro(21) 99776-2781 / (21) 2634-1590
USF Bairro da AmizadeRua Eliete Rocha Santos (Rua 53), Lt 31, Qd 91Bairro da Amizade(21) 99920-4240 / (21) 3731-3603
USF BambuíAv. do Contorno, s/nºBambuí(21) 99967-8082
USF Barra de MaricáRua Ernani Manoel Soares (antiga Rua 04), Lt 03, Qd ODivinéia (Barra)(21) 99900-3788 / (21) 2648-9116
USF Carlos Alberto S. de FreitasRua 23, Qd 29, Lt 06Bosque Fundo (Inoã)(21) 99829-0445
USF Carlos MarighellaRua Áustria, s/nº (MCMV)Itaipuaçu(21) 99707-1051
USF Chácara de InoãRodovia Amaral Peixoto, km 16Inoã(21) 99774-6729 / (21) 2636-7197
USF Elenir Umbelino de MelloRua Ary Spindola, Qd A, Lt 352Flamengo(21) 99667-5846
USF EspraiadoRua Gualberto Batista de Macedo, s/nºEspraiado(21) 99620-9284 / (21) 2648-6589
USF GuaratibaAv. Reginaldo Zeidan, s/nº (alt. Rua 27)Guaratiba(21) 2648-5466
USF Inoã 1Rua Caio de Figueiredo (Travessa CIEP), s/nºInoã(21) 99561-3056 / (21) 2636-5184
USF Inoã 2Rodovia Amaral Peixoto, km 14Inoã(21) 99545-1085
USF Itaipuaçu (Barroco)Rua Getúlio Vargas (antiga Rua 2), Lt 13, Qd 4Itaipuaçu(21) 99848-0564 / (21) 2638-9094
USF Jardim AtlânticoRua 36 (esq. com Rua 53), Lt 01, Qd 206Itaipuaçu(21) 97280-6484 / (21) 3732-2002
USF MarinelândiaRua 09, Qd 15Cordeirinho(21) 97279-8406 / (21) 2648-9863
USF MumbucaRua Hipólito de Abreu Rangel, s/nºMumbuca(21) 97219-3730 / (21) 3731-1827
USF Ponta GrossaRua Irineu Ferreira Pinto, s/nºPonta Grossa(21) 97137-8528 / (21) 2634-0333
USF Ponta NegraEstrada Um, s/nºPonta Negra(21) 96751-3904 / (21) 2648-6337
USF RecantoRua Eng. Domingos Barbosa, s/nºItaipuaçu(21) 97116-2913 / (21) 2638-0110
USF RetiroEstrada do Retiro, s/nºRetiro(21) 95101-8923 / (21) 3731-1048
USF Saco das FloresRua 75 (esq. com Rua 73)Saco das FloresAtendimento presencial
USF Santa PaulaEstrada de Cassorotiba, s/nºSanta Paula(21) 96778-0622 / (21) 2636-1314
USF Santa RitaRua 36, Qd 433 (esq. com Rua 83)Jardim Atlântico Leste(21) 99509-2568
USF São José 1Rua 18, s/nº (Jardim Ouro Mar)São José do Imbassaí(21) 97280-8419 / (21) 2634-1592
USF São José 2Estrada da Cachoeira, s/nºSão José do Imbassaí(21) 99541-2703 / (21) 2634-1409
USF UbatibaAv. Niterói, s/nºUbatiba(21) 2637-5015

2. Unidades de Média e Alta Complexidade / Urgência e Especialidades

UnidadeTipo / EspecialidadeEndereçoTelefone / Contato
Hospital Municipal Conde Modesto LealEmergência 24h / GeralRua Domício da Gama, 433 – Centro(21) 3950-2200 / (21) 2637-1713
Hospital Municipal Dr. Ernesto Che GuevaraAlta Complexidade / CirúrgicoRodovia Amaral Peixoto, km 22,5 – São José do Imbassaí(21) 3950-2207
UPA 24h InoãPronto Atendimento 24hRua Euclides Paulo da Silva, s/nº – Inoã(21) 3650-2201 / (21) 2639-5939
UPAM Santa RitaUnidades de Pronto Atendimento 24hRua Antônio Marques Mathias, s/nº (Qd 433) – Itaipuaçu(21) 3950-2206
Ambulatório Péricles Siqueira FerreiraEspecialidades MédicasRua Dr. Milton de Souza Pacheco, nº 6, Qd P – Parque Eldorado(21) 97183-7414
CRAD (Centro de Reabilitação)Reabilitação Física / AmbulatorialAv. Roberto Silveira, 2158 – Flamengo(21) 97184-6295
SAE (Serviço de Atendimento Especializado)Infectologia / ISTsRua Joaquim Ferreira da Silva, nº 03, Lt 03, Qd 160 – Araçatiba(21) 97182-1238
CAPS III Gilberto Silva dos SantosSaúde Mental 24h (Adultos)Rua Clímaco Pereira, 259 – Centro(21) 2637-2578
CAPSi (Infantojuvenil)Saúde Mental InfantilRua Eugênia Modesto da Silva, nº 363 (Lt 01, Qd H) – Centro(21) 2637-2578
CAPS AD Gláucia Pereira de OliveiraÁlcool e Outras DrogasRua Eugênia Modesto da Silva, 107 / Rua Maria Cordeiro Cardoso, 23(21) 2637-6830
Observação: As Unidades de Saúde da Família (USF) funcionam prioritariamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h (com unidades estendidas até às 19h ou 20h). As unidades de Pronto Atendimento (UPAs/UPAM) e Hospitais funcionam em regime de urgência 24 horas por dia.