terça-feira, 30 de julho de 2019

Para sair da rotina

Olá.
Bom, para sair da rotina mesmo, um Post fora de data e com nada mais que o anúncio de serviços que realizo.
Obrigado.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

SUS - Recursos para a saúde


Olá, no post de hoje vamos tratar sobre a administração e a política de recursos disponíveis para a saúde a partir de estudo da Universidade Harvard que analisou três décadas de SUS onde se concluiu que a austeridade implantada, imposta à saúde, ameaça as conquistas do sistema. Em tempo, na última semana, não aconteceu a atualização em nosso Blog por dificuldades de tempo disponível, mesmo, peço desculpas e seguimos. Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!


RECURSOS PARA A SAÚDE SÃO MAL ALOCADOS

Elaborado na Constituição de 1998 e regulamentado dois anos depois, o Sistema Único de Saúde (SUS) teve seus primeiros trinta anos esquadrinhados em um estudo inédito, liderado por Harvard elaborado por doze universidades e instituições como a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
A pesquisa publicada na última quinta-feira na revista especializada “Lancet”, concluiu que, cada nova onda de aperto nos repasses federais de saúde para os municípios, parte do legado de conquistas – como a queda da mortalidade infantil – pelo SUS é comprometido.
Quatro indicadores básicos de saúde (mortalidade infantil e por doenças cardiovasculares, cobertura pré-natal, expansão do programa Saúde da Família) foram analisados em quatro cenários econômicos distintos: o atual, vinculado à PEC do Teto de Gastos, aprovada em 2016, e os três outros relacionados ao crescimento do PIB em 1, 2 ou 3%.
A tendência é que o país não alcance as metas de saúde para o ano de 2030 e ainda regrida nos indicadores analisados se permanecermos diante da manutenção dos gastos federais com esta tendência de contenção. Com visível piora na situação dos Municípios.
A Constituição aprovou as diretrizes para a implementação de um sistema que não teve condições materiais e econômicas para sua plena efetivação. Por outro lado, a busca pela universalização foi um dos principais fatores alavancadores da expansão do sistema de saúde do Brasil, o maior impacto sendo o da estratégia da Saúde da Família, de Atenção Básica. Conseguimos avanços em indicadores importantes como a mortalidade infantil – que no país caiu mais que a média mundial - e fomos um dos primeiros a cumprir a meta da OMS. A expansão do acesso também foi significativa.
Mas os municípios acabam pagando a conta, já que são principalmente os responsáveis por pagar o profissional de saúde, comprar medicamentos básicos, etc.
O percentual do PIB gasto com saúde no Brasil não é pouco. O que chama a atenção é a baixa proporção do dinheiro público. O Brasil é o único país do mundo com um sistema universal público como é o SUS em que o gasto privado é maior. Não se criou um mecanismo de coordenação entre os setores privado e público. O previsto era que o setor privado fosse suplementar, mas, se criou um modelo que duplica os serviços.
É preciso equacionar o Sistema de Saúde de modo que não se perca diante de políticas de governo que não se interessam em disponibilizar serviços públicos de qualidade à nossa população, e se transformem, como devem ser em políticas de Estado, duradoras e eficientes em todos os níveis.

Fonte: Jornal O Globo de 14/07/2019, p.32 Sociedade.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Atraso na distribuição de vacinas importantes

   
Olá, vamos falar sobre a ocorrência de falhas na distribuição pelo Ministério da Saúde de três das principais vacinas disponíveis à população. Esta situação diminui a cobertura vacinal nas cidades o que expõe a população – principalmente as crianças – a volta de doenças facilmente evitáveis exatamente pela vacinação eficiente e rotineira das pessoas e dos cães e gatos, no caso da antirrábica. Opinião: Somado a este fato encontra-se a situação de disseminação de boatos e notícias falsas acerca dos supostos malefícios das vacinas, como ocorrências de reações adversas severas, que levam inclusive a morte. Acreditar nestes boatos e não participar das campanhas de vacinação e das rotinas de vacinação é uma atitude sem respaldo nos fatos e um risco à saúde das crianças que são o lado mais vulnerável da sociedade. Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!

DISTRIBUIÇÃO EM ATRASO DE VACINAS

O Ministério da Saúde deixou de entregar ou atrasou a entrega aos municípios em ao menos 18 estados e ainda o Distrito Federal. As secretarias municipais de saúde estão recebendo com irregularidade suas doses de BCG, que evita a Tuberculose em bebês; de Pentavalente que protege contra a difteria, o tétano, coqueluche, hepatite B, e meningite; e de antirrábica, destinada a cães e gatos.
Em certos casos os atrasos na distribuição ocorrem há mais de um ano. Mesmo assim não há registro de falta das vacinas nesses estados. O Ministério da Saúde afirma que a distribuição das doses da vacina pentavalente será enviada para os estados na próxima semana para regularizar os estoques em todo o país.
O envio irregular:
O problema de distribuição é diferente em cada um dos estados, há registro de atraso de até um ano. No estado do Rio de Janeiro estão com envio irregular as vacinas Pentavalente e Antirrábica mas a BCG encontra-se em situação regular.
Manter o calendário de vacinação em dia é a única forma de eliminar a ocorrência de doenças como a coqueluche, a meningite e a difteria. É importante garantir a oportunidade de vacinação em todo o país, para que não haja baixa da taxa de imunização.
NOTA:
O Sarampo cresceu 143% na cidade de São Paulo, com crescimento de casos em variação de 32 para 78 casos no mês de Junho de 2019.

Fonte: Jornal O Globo de 06/07/2019, p.24 Sociedade.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Diabetes os principais sintomas


Olá, vamos falar sobre os principais sintomas do Diabetes conforme orientação do Ministério da Saúde Fique atento aos sintomas, caso os tenha, e na dúvida, procure um dos postos de saúde mais próximos de você ou converse com os profissionais do programa Médico de Família e se cuide, o tratamento permite uma melhor qualidade de vida a todos. Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!

Nota: Na última semana não houve atualização em nosso Blog pois aconteceu exatamente na quinta-feira a morte de minha cadelinha, a Mel, que estava conosco há 13 anos o que nos entristeceu profunda e marcantemente.

Principais sintomas do diabetes
Os principais sintomas do diabetes são:
sede, fome e cansaço em excesso;
perda de peso rápida e involuntária;
hálito modificado;
visão embaçada;
vontade de urinar várias vezes ao dia.
Sintomas específicos do Diabetes Tipo 1
Vontade frequente de urinar.
Fome excessiva.
Sede excessiva.
Emagrecimento além do normal.
Fraqueza.
Fadiga.
Nervosismo.
Mudanças de humor.
Náusea e vômito.
Sintomas específicos do Diabetes Tipo 2
Fome excessiva.
Sede excessiva.
Frequentes Infecções na bexiga, rins e pele.
Feridas que demoram para cicatriza.
Alteração visual.
Formigamento nos pés e mãos.
ATENÇÃO: Os sintomas para esse tipo de diabetes podem demorar a aparecer, por isso é recomendado exames periódicos para pessoas acima dos 45 anos ou com histórico familiar da doença.
Sintomas específicos do Diabetes Gestacional
Sede excessiva.
Fome excessiva.
Vontade constante de urinar.
Problemas com a visão.
 O diabetes gestacional, na maioria das vezes, não causa sintomas e o quadro é descoberto durante os exames periódicos. Qualquer mulher pode manifestar o diabetes gestacional, mas atenção especial deve ser dada para aquelas que já têm histórico familiar de diabetes e apresentam excesso de peso antes da gravidez ou ganho de peso durante a gestação.



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Prevenção e tratamento do Diabetes


Olá, vamos falar sobre Diabetes conforme informações e orientações do Ministério da Saúde e das prefeituras em nossa área de atuação. Cada município possui um programa de atendimento específico distribuído em várias unidades de saúde.
·         Em São Gonçalo: O PAM Alcântara é o principal ponto de distribuição no município.
·         Em Itaboraí: nas Unidades de Saúde da Família (USFs) da cidade.
·         Em Maricá: Avenida Roberto Silveira, 46 - 3º andar – Centro
·         Em Niterói: em unidades da rede de saúde do município que possuem o Programa de Hipertensão e Diabetes (HIPERDIA).
Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!

Diabetes: tipos, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção
O diabetes é uma doença crônica não transmissível que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue mais utilizar de maneira eficaz a insulina que produz. A insulina é o hormônio que regula a glicose no sangue e é fundamental para manutenção do bem-estar do organismo, que precisa da energia dela para funcionar.
Altas taxas de glicose podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
IMPORTANTE:  De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.
Tipos de diabetes
O diabetes pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure com urgência o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.

Os principais tipos de diabetes são:

Diabetes Tipo 1: a causa desse tipo de diabetes ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas). Sabe-se que, via de regra, é uma doença crônica não transmissível genética, ou seja, é hereditária, que concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil. O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. Pessoas com diabetes tipo 1 devem administrar insulina diariamente para regular a quantidade de glicose no sangue.

Diabetes Tipo 2: ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. Esse tipo de diabetes está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA): atinge basicamente os adultos e representa um agravamento do diabetes tipo 2. Caracteriza-se, basicamente, no desenvolvimento de um processo autoimune do organismo, que começa a atacar as células do pâncreas.

Diabetes gestacional: ocorre temporariamente durante a gravidez. As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2. Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto. Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.

Fontes:



sexta-feira, 14 de junho de 2019

Anvisa e os Medicamento Fitoterápicos


Olá, vamos falar sobre Medicação Fitoterápica conforme orientação Anvisa. Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!

Medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais
O consumo de fitoterápicos e de plantas medicinais tem sido estimulado com base no mito “se é natural não faz mal”. Porém, ao contrário da crença popular, eles podem causar diversas reações como intoxicações, enjoos, irritações, edemas (inchaços) e até a morte, como qualquer outro medicamento.
Você sabe a diferença entre fitoterápico e planta medicinal? As plantas medicinais são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades e têm tradição de uso como remédio em uma população ou comunidade. Para usá-las, é preciso conhecer a planta e saber onde colhê-la, e como prepará-la.  Normalmente são utilizadas na forma de chás e infusões.
Quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico. O processo de industrialização evita contaminações por micro-organismos e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma certa que deve ser usada, permitindo uma maior segurança de uso. Os fitoterápicos industrializados devem ser regularizados na Anvisa antes de serem  comercializados.
Fitoterápicos também podem ser manipulados em farmácias de manipulação autorizadas pela vigilância sanitária e, neste caso, não precisam de registro sanitário, mas devem ser prescritos por profissionais habilitados.
Saiba mais: Esclarecimentos sobre matérias sobre plantas medicinais veiculadas na Revista Época e no Fantástico:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2812918/Esclarecimentos+sobre+mat%C3%A9rias+sobre+plantas+medicinais+veiculadas+na+Revista+%C3%89poca+e+no+Fant%C3%A1stico/599332f9-aec0-42bb-943c-156b5eb8d103



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Princípios da medicina preventiva


Olá, vamos falar sobre medicina preventiva A medicina preventiva sob a ótica  do Sistema único de Saúde conforme orientação do estudo: Reorganização dos Sistemas de Saúde, conclusão da pesquisa publicada  e realizada pela UNASUS - Universidade Aberta dos SUS – Unifesp. Nossas atualizações prosseguem agendadas semanalmente às quintas-feiras como sempre. Espero que seja útil e que gostem. Até o próximo post!

Reorganização dos sistemas de saúde
Apresentação
Os sistemas de saúde em todo o mundo estão em constante processo de construção e desenvolvimento, a fim de prover um melhor estado de saúde para as suas populações. Consequentemente, os sistemas não são estáticos, pois devem acompanhar as necessidades e mudanças sociais e culturais que acompanham o desenvolvimento de qualquer sociedade. Entretanto, algumas questões são comuns a todos eles e perpassam o tempo:
• Como melhorar o acesso ao sistema para todas as pessoas da comunidade ou país?
 • Como prover ações e atividades de forma integral, equitativa, participativa, democrática e contextualizada?
• Como trabalhar com recursos financeiros limitados e ainda prover um sistema de qualidade adequada?
Desde a metade do último século, principalmente, alguns movimentos e iniciativas vêm discutindo a (re)organização dos sistemas de saúde internacionalmente. Vamos destacar aqui dois que consideramos fundamentais, e que têm influência direta no sistema de saúde brasileiro: o movimento moderno da Promoção da Saúde e a Atenção Primária à Saúde. Antes, porém, é importante começarmos pela pactuação do que entendemos atenção à saúde, ou seja, o referencial teórico e político com o qual estamos trabalhando.
Atenção ou assistência?
Em uma visão ampliada do processo saúde-adoecimento (PSa), as práticas de saúde devem ir além da assistência à saúde de indivíduos, ocupando-se também da atenção à saúde. A assistência seria então entendida como um conjunto de procedimentos clínico-cirúrgicos dirigidos a indivíduos, estejam eles doentes ou não. A atenção seria um conjunto de atividades intra e extra-setor saúde (intersetorialidade) que, incluindo também a assistência individual, não se esgota nela, atingindo grupos populacionais com o objetivo de manter a condição de saúde, requerendo ações concomitantes sobre todos os determinantes do PSa (NARVAI, 2008). Partindo dessa perspectiva ampliada de saúde, podemos entender a atenção à saúde como sendo o campo de competência do profissional de saúde dentro de um PSa, compreendido como complexo e multideterminado, reconhecendo-se as limitações importantes do setor de saúde nesse processo. Também, e com a mesma conotação, a atenção à saúde seria o objeto de atuação dos serviços de saúde, tantos os de saúde pública, quanto os de saúde complementar (NARVAI, 2008). Ações da atenção à saúde De modo geral, deve-se promover ações individuais e ações coletivas dentro de um modelo ampliado de atenção à saúde. As ações individuais, dentro desse conceito ampliado, reconhecem os indivíduos como sujeitos, portadores de direitos e responsabilidades – não mais como objetos de ações coletivas, que antes não reconheciam as singularidades das pessoas e comunidades (NARVAI, 2008). Essas ações podem ser preventivas ou terapêuticas, como por exemplo: aplicação de vacina, restauração dentária, sutura, entre diversas outras. As ações coletivas devem impactar grupos ou organizações, pressupondo algum tipo de interesse específico compartilhado, ou ainda a interação entre os participantes. Os exemplos seriam as atividades educativas em grupo, Destaque Mas, podemos nos perguntar: o que é, afinal, um sistema de saúde? Segundo a autora Silvia Takeda (2004, p. 78), um sistema de saúde “é um conjunto articulado de recursos e conhecimentos, organizado para responder às necessidades de saúde da população” de um local, município, estado ou país. A mesma autora defende a ideia de que os sistemas devem ser conformados em redes interligadas, articuladas e integradas de equipamentos e ações, para gestão e resultados mais efetivos.
Palestras, peças publicitárias em meios de comunicação de massa, entre outras (NARVAI, 2008). Tanto as ações individuais quanto as coletivas devem buscar a integralidade, entendida em suas três dimensões: 1) Vertical, que busca atender a todas as necessidades de saúde do indivíduo (desde a promoção da saúde até a reabilitação), entendido em toda a sua complexidade biopsicosocial e espiritual; 2) Horizontal, que busca a integração de ações e serviços de atenção à saúde ao longo do tempo, para garantir a condição de saúde das pessoas; 3) Intersetorial, que reconhece os setores extra-saúde (educação, segurança etc.) como fundamentais para a promoção da saúde (NARVAI, 2008), como veremos com mais detalhes na seção específica sobre a promoção da saúde.
Programas de atenção à saúde Os programas de atenção à saúde definem ações articuladas individuais e coletivas, recursos, tecnologias e estratégias para o enfrentamento das necessidades de saúde das pessoas e comunidades. Podem ser voltados a determinadas condições de saúde, ou a determinados grupos populacionais, ao longo do tempo.
Promoção da saúde
Promoção da saúde e níveis de prevenção A promoção da saúde foi nominada, pela primeira vez, pelo sanitarista Henry Sigerist, no início do século XX. Ele elaborou as quatro funções da Medicina: promoção da saúde, prevenção das doenças, tratamentos dos doentes e reabilitação. Segundo a sua concepção, a promoção da saúde envolveria ações de educação em saúde e ações estruturais do Estado para melhorar as condições de vida da população.





Princípios modernos da Atenção e Prevenção em Saúde
Podemos circunscrever, apoiados no trabalho de Barbara Starfield, uma das mais importantes autoras da área, os princípios gerais da APS, com base na Declaração de Alma-Ata de 1978 e na evolução do conceito até os dias de hoje: oferta de ações de atenção à saúde integradas e acessíveis segundo as necessidades locais, desenvolvidas por equipes multiprofissionais responsáveis por abordar uma ampla maioria das necessidades individuais e coletivas em saúde, desenvolvendo uma parceria sustentada com as pessoas e comunidades (STARFIELD, 1998). A mesma autora resume os princípios da APS em quatro características ou atributos essenciais (primeiro contato, integralidade, longitudinalidade e coordenação), mais três derivados (orientação familiar, comunitária, e competência cultural), conforme descreve o quadro abaixo:

Conclusão
Podemos concluir, em uma visão ampliada e positiva de saúde e atenção à saúde que, a rigor, os sistemas de saúde não deveriam se confundir com sistemas de serviços de saúde, pois os mesmos não seriam restritos à produção de cuidados setoriais, mas envolveriam, além das ações e serviços específicos do setor saúde, também as ações intersetoriais (educação, saneamento, etc.). Dois grandes movimentos internacionais apresentam essa perspectiva, com grande influência sobre as políticas públicas de saúde no Brasil, especificamente na construção do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro: o movimento moderno da promoção da saúde, e o movimento da Atenção Primária à Saúde.